domingo, 14 de agosto de 2011

POVO BÁRBARO


A palavra "bárbaro" é derivada do grego, depois adaptado para o latim, para designar povos de fora da Grécia, em alusão aos persas, cujo idioma gutural os gregos entendiam como "bar-bar-bar". Porém, foi no Império Romano que a expressão passou a ser usada com mais freqüência. O preconceito com os povos que não compartilhavam os mesmos hábitos e costumes é natural dos habitantes dos grandes centros econômicos, sociais e culturais, e caracteriza-se pelo etnocentrismo. Atualmente, a expressão "bárbaro" significa não civilizado, brutal, cruel, etc. Era um termo pejorativo que não condizia com a realidade pois, apesar de não compartilharem de alguns aspectos da cultura romana e não falarem o latim, tais povos tinham cultura e costumes próprios. Cada um dos povos chamados "bárbaros" era bastante distinto e esta designação abrangia tanto os hunos, de origem oriental, como povos germânicos, como os godos, eceltas, como os gauleses. As nações bárbaras se tornaram cada vez mais numerosas e aos poucos foram invadindo e tomando conta dos territórios romanos, causando a queda do império do ocidente em 476 d.C.
Bárbaros era como eram conhecidos pelos romanos os povos que viviam à margem de seu império, com línguareligião e costumes distintos dos considerados civilizados.
Era também como foram designados principalmente os povos de origem germânica que, entre 409 e 711, invadiram a Europa.
Os bárbaros (principalmente os suevos e os visigodos) absorveram rapidamente a cultura e língua romanas da Península Ibérica; contudo, e como as escolas romanas foram encerradas, o latim foi libertado para começar a evoluir sozinho. Porque cada tribo bárbara falava latim de maneira diferente, a uniformidade da península rompeu-se, levando à formação de línguas bem diferentes (Galaico-Português, Espanhol e Catalão).
Acredita-se, em particular, que os suevos sejam responsáveis pela diferenciação lingüística dos portugueses e galegos quando comparados com os castelhanos. As línguas germânicas influenciaram particularmente o português em palavras ligadas à guerra e violência, tais como "Guerra".
As invasões se deram em duas ondas principais. A primeira com penetração dos bárbaros e a assimilação cultural Romana. Os bárbaros tiveram uma certa "receptividade" a ponto de receber pequenas áreas de terra. Com o passar do tempo, seus costumes, língua, etc. foram se perdendo, mesmo porque não havia uma renovação do contingente de pessoas.
Uma segunda leva foi mais vagarosa, não teve os mesmos benefícios dos ganhos de terra e teve seu contingente de pessoas aumentado devido à proximidade das terras ocupadas com as fronteiras internas do Império Romano.

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